domingo, 30 de outubro de 2011

Mudança



Não era você mesma que dizia que nunca correria atrás de cara nenhum?
- Sim, e continuo assim.
Então porque corre atrás dele?
- Porque ele faz direito.
E eu pensando que poderia ser por amor.
- (risos) Já disse que essa palavra não existe mais no meu dicionário.


Por: Janaína Vieira



A vida é uma comédia mesmo.
Eu falava tanto dos defeitos de um ex-namorado meu e hoje cometo todos os defeitos dele.
Eu era toda carinhosa, atenciosa, romântica. Ele era grosso, rude, arrogante.
Hoje eu sou grossa com qualquer cara que eu começo a sair.
Se me lembrar alguma coisa desse meu ex então, ah! Eu dobro a grosseria.
E sabe, nem é porque eu quero, é automático.


Por: Janaína Vieira


O ruim de ter tantas lembranças com alguém que marcou sua vida é que depois que ela vai embora você começa a odiar e a amar tudo que lembra vocês.
Ao mesmo tempo em que amo Nando Reis eu o odeio.
É mais ou menos assim.

Por: Janaína Vieira


Não gostava daquelas roupas que ele usava, mas eu gostava dele.
Não gostava de como ele dirigia o carro, mas eu gostava dele.
Não gostava de quando ficava conversando comigo no celular enquanto dirigia, mas eu gostava dele.
Não gostava de ouvir suas grosserias, mas eu gostava dele.
Não gostava quando me fazia perder a razão, mas eu gostava dele.
Não gostava quando alterava o tom de voz comigo, mas eu gostava dele.
Não gostava quando prometia me ligar e não me ligava, mas eu gostava dele.
Não gosto de saber que ainda assim, depois de tanto tempo, ainda gosto dele.


Por: Janaína Vieira

Bem vindo ao planeta Terra




Ontem fui até um parque. Fiquei lá a tarde toda, tentei pensar em algo, mas há alguma coisa naquele parque que bloqueia todos os meus pensamentos.

Sabe, acho que é ali o único momento no qual estou a sós.
Sem pesos na consciência, sem amores esquecidos, sem lembranças boas ou ruins, sem preocupações. Apenas eu e a natureza. É fascinante!
Creio eu que ali consigo ter saúde. Consigo meu completo bem estar físico, mental e social. Fiquei analisando as pessoas e suas diversas expressões. Comecei até a me simpatizar com crianças. É tudo tão ilusório, tão fantástico, que chega a ser irreal. Pessoas felizes, crianças correndo, casais namorando, filhos unidos, idosos sorridentes... Minha vontade era de ficar ali pra sempre. Acho que as outras pessoas se sentem assim também. Vejo que ali é como aquelas pipocas combo de cinema, no lugar da pipoca combo coloca-se harmonia e no lugar de muita, mas muita manteiga coloca-se felicidade. E no filme com roteiro tranqüilo e feliz, somos nós os atores. Há de risos a gargalhadas, de abraços e amassos, de crianças até os idosos. É aquela coisa que sempre dizia na abertura do desenho das meninas super poderosas: “E tudo que há de bom”. Assim me sinto lá, me contagio com tamanha paz. Chego até a acreditar “que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes” como disse o poeta Renato Russo. Porque fora daquele parque a vida é tão diferente? Porque há tantas desavenças, tanta guerra, tanta dor, tanto sofrimento? Por que há tantas pessoas depressivas, tanta violência e tanta corrupção? Por que não podemos ter isso em nossa própria casa, em nossa própria cidade, em nosso próprio país. Por quê?
Será que sempre será preciso fugir de nossas próprias moradias para buscar o que poderíamos ter em nossa própria rotina? Será preciso sempre fugir de nós mesmos para buscar o que temos dentro de nós e não usufruímos?
Que tanto medo é esse do desconhecido? Que tanto medo é esse de encarar os fatos? Até quando será preciso sair de si mesmo para buscar nos outros ou em outros lugares aquilo que temos de sobra dentro de nós. Não queremos enxergar? Temos coragem suficiente de entregar nosso coração nas mãos de alguém, mas não temos coragem de pegar em nosso próprio coração? Temos dinheiro suficiente para viajarmos em busca de paz, mas não temos um tempo livre ou um pouco de paciência para sentarmos ao lado da nossa família e jantarmos todos juntos? Somos tão míopes assim? Ou somos tão idiotas?
Temos tanta, mas tanta coisa dentro de nós mesmos e ainda assim preferimos buscar nas pessoas, nas coisas materiais, nos lugares. Preferimos conhecer tudo ao nosso redor a nos conhecer. Somos tão estúpidos!
- Bem vindo ao planeta Terra!

Por: Janaína Vieira

Não sei ao certo do que realmente sinto saudades.
Não sei dizer se sinto saudades também.
Meu orgulho odeia essa palavra “saudade”.
É como um golpe fatal.
Mas eu gostava de quando me puxava pra perto de você e me segurava na cintura dizendo que eu era sua. Logo após, dizia me amar e me fazia carícias... É, eu realmente... sinto... sau... Na verdade, não gostava, nem lembro mais.
- Cala a boca orgulho!


Por: Janaína Vieira


Ele:
- O que você tanto pensa sentada nesse banco?
Ela respondeu:
-Na vida
Ele então disse:
- Pensei que era em mim (risos).
Ela:
- Foi o que eu disse.
Então eu cheguei lá e gritei:
- "Garota! Garota! Tá na hora de acordar!"
Sim, acabei com mais um sonho.

Por: Janaína Vieira